domingo, 22 de maio de 2016

Crítica ao objeto do Lucas Athouguia e sua relação com outro objeto

                O objeto do Lucas Athouguia permite a interação entre duas pessoas e tem uma interessante iniciativa de retomar o contato por meio do telefone. Mas por ser um objeto já existente, a interação poderia ser um pouco mais explorada e falta algo que incentive a pessoa a fazer aquela ligação. A lógica causalística é mais frequente, em que se aperta um botão e a ação acontece, além de ser reativo, por ter como produto sempre a mesma reação. Entretanto, a lógica programática também está presente, em menor grau, por não sabermos quem estará do outro lado da linha ou o assunto dos possíveis diálogos. O objeto assume também uma forma convencional de caixa, espaço em que poderia ser usado para expressar mais a criatividade.

                Buscando aprimorar o objeto e sua interação seria interessante unificá-lo ao objeto da Luiza Okubo, que consiste em superfícies almofadadas que ao serem pressionadas proporcionam diversas reações aos demais envolvidos. Uma das almofadas poderia substituir a interface de caixa do objeto do Lucas, que ao ser pressionada realizaria a ligação. Um dos telefones ficariam ao lado dessa almofada com um viva-voz e o outro em outro ambiente, sozinho e iluminado, sem nenhuma explicação para que as pessoas que ali passassem apenas o ouvissem chamar e o atendessem. Dessa forma, seria mais atrativa a ligação e seria realizada de maneira totalmente desproposital pelos envolvidos.

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