O objeto do Lucas Athouguia permite a interação entre duas
pessoas e tem uma interessante iniciativa de retomar o contato por meio do
telefone. Mas por ser um objeto já existente, a interação poderia ser um pouco
mais explorada e falta algo que incentive a pessoa a fazer aquela ligação. A
lógica causalística é mais frequente, em que se aperta um botão e a ação
acontece, além de ser reativo, por ter como produto sempre a mesma reação.
Entretanto, a lógica programática também está presente, em menor grau, por não
sabermos quem estará do outro lado da linha ou o assunto dos possíveis
diálogos. O objeto assume também uma forma convencional de caixa, espaço em que
poderia ser usado para expressar mais a criatividade.
Buscando
aprimorar o objeto e sua interação seria interessante unificá-lo ao objeto da
Luiza Okubo, que consiste em superfícies almofadadas que ao serem pressionadas
proporcionam diversas reações aos demais envolvidos. Uma das almofadas poderia
substituir a interface de caixa do objeto do Lucas, que ao ser pressionada
realizaria a ligação. Um dos telefones ficariam ao lado dessa almofada com um
viva-voz e o outro em outro ambiente, sozinho e iluminado, sem nenhuma
explicação para que as pessoas que ali passassem apenas o ouvissem chamar e o
atendessem. Dessa forma, seria mais atrativa a ligação e seria realizada de
maneira totalmente desproposital pelos envolvidos.