domingo, 13 de março de 2016

Diferenças entre Arquitetura e Vestuário

Após a fala do professor Cabral ficou mais difícil pensar acerca das diferenças entre esses dois conceitos que antes pareciam tão óbvios e distintos. Apesar de ambos terem, entre outras, funções de proteção do indivíduo e buscarem seu bem estar, desempenharem um papel importante na cultura de um povo e serem idealizados com base no ambiente externo algumas diferenças são possíveis de serem citadas, mas que ainda me deixam um pouco confusa.
A arquitetura existe em pequena e larga escala se preocupando com o indivíduo, mas também com toda a população local e o bem estar de todos que circulam por determinado ambiente. Não precisando continuamente da sua presença para que ela esteja lá. Já o vestuário tem relação mais estreita com o indivíduo em particular e precisa dele para exercer a sua função.  Mesmo no caso das tendências e uniformes, que tentam padronizar e tornar o seu uso coletivo, a escala é bem menor do que no caso da arquitetura. E continuam tendo um contato muito mais direto com as pessoas.
Ainda assim, é mais claro pensar sobre as suas semelhanças depois de tanta reflexão. Talvez a linha que separa os dois conceitos seja mais tênue do que poderia imaginar.  

Análise do texto “Animação Cultural” de Vilém Flusser

Impressionante a ideia do homem sempre ter se assumido como objeto, mesmo sem perceber, ao se firmar no mito ocidental da “Criação”. Uma perspectiva que nos leva a refletir sobre a dominação atual dos objetos sobre ele (principalmente por sua elite: os aparelhos – como citado no texto), que pode não ser apenas uma consequência do progresso e sim ter uma origem em tempos muito mais remotos que imaginávamos. Vemos assim que a inversão da relação homem-objeto vem se amplificando com cada vez mais intensidade.
Outro ponto a se pensar é a abordagem dos três terrenos – animados, inanimados e objetos – colocando este último como algo intrínseco aos demais. O que dá a eles, portanto, o aspecto animado atribuindo aos objetos a característica de mediadores da vontade. Mesmo refletindo sobre o assunto acredito que a dominação dos objetos sobre o homem não se deve a uma possível animação deles e sim ao descuido e paixão excessiva do homem pela tecnologia que o faz se esquecer de outros aspectos importantes da vida.
Alguns colegas apresentaram uma opinião similar sobre a inversão de papéis que ocorre entre o homem e os objetos, mas há uma parte que com um ponto de vista diferente e interessante não acredita na existência dela e afirma que os objetos serão sempre seres inanimados e jamais poderão dominar quem os criou.