Impressionante a ideia do homem sempre ter se assumido como objeto, mesmo sem perceber, ao se firmar no mito ocidental da “Criação”. Uma perspectiva que nos leva a refletir sobre a dominação atual dos objetos sobre ele (principalmente por sua elite: os aparelhos – como citado no texto), que pode não ser apenas uma consequência do progresso e sim ter uma origem em tempos muito mais remotos que imaginávamos. Vemos assim que a inversão da relação homem-objeto vem se amplificando com cada vez mais intensidade.
Outro ponto a se pensar é a abordagem dos três terrenos – animados, inanimados e objetos – colocando este último como algo intrínseco aos demais. O que dá a eles, portanto, o aspecto animado atribuindo aos objetos a característica de mediadores da vontade. Mesmo refletindo sobre o assunto acredito que a dominação dos objetos sobre o homem não se deve a uma possível animação deles e sim ao descuido e paixão excessiva do homem pela tecnologia que o faz se esquecer de outros aspectos importantes da vida.
Alguns colegas apresentaram uma opinião similar sobre a inversão de papéis que ocorre entre o homem e os objetos, mas há uma parte que com um ponto de vista diferente e interessante não acredita na existência dela e afirma que os objetos serão sempre seres inanimados e jamais poderão dominar quem os criou.
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